Terça-feira, 27 de Março de 2007
22. Existem outros casos em que se encerrou o antigo aeroporto com a abertura do novo?
Apesar das dificuldades económicas e políticas que se levantam sempre que está em causa o encerramento do antigo aeroporto, geralmente perto do centro da cidade e com boa acessibilidade, existem vários casos, incluindo na Europa, em que a abertura do novo aeroporto coincidiu com o encerramento do antigo (Munique, Denver, Oslo, Atenas e Hong Kong).
Nos casos em que se manteve o antigo aeroporto operacional, a nova infra-estrutura passou, na maior parte das vezes, a operar o tráfego internacional, ficando a antiga restringida a tráfego doméstico (Dulles, Narita, Kansai, Kuala Lumpur e Incheon). Verificaram-se casos em que o "não encerramento" do antigo aeroporto foi interpretado como um fracasso:

• Kuala Lumpur e Osaka: o volume de tráfego doméstico não justificou uma infra-estrutura dedicada exclusivamente ao tráfego interno;
• Mirabel (Montreal), Dulles (Washington), Malpensa (Milão): a separação das operações entre as duas infra-estruturas levou a uma falta de conexões entre voos domésticos e internacionais;
• Mirabel, Dulles, Malpensa, Kuala Lumpur: a falta de adesão das companhias aéreas dificultou a transferência das operações.

Recorda-se que, em resposta anterior, se referiu que existem condições "mínimas" necessárias para que o desenvolvimento de um sistema multi-aeroportuário para uma mesma cidade ou área metropolitana seja bem sucedido, sendo uma delas o volume de tráfego que a cidade em questão terá que originar. Quando se fala em cidades como Londres ou Paris, convém lembrar que o volume de tráfego gerado por estas cidades é enorme (a área metropolitana de Londres deu "origem" a 41 milhões de passageiros em 2001, movimentando um total de 112 milhões de passageiros nesse ano). Mesmo Milão, num total de 25 milhões de passageiros anuais em 2000, originou cerca de 11 milhões, o que ainda assim não impediu a polémica que se gerou em volta do segundo aeroporto, e diferendos graves entre companhias aéreas e o Estado, sobre distribuição de serviços.
Os principais factores de decisão que levam habitualmente ao abandono do antigo aeroporto são:

• Existência de um baixo volume de tráfego, não justificando economicamente a manutenção de dois aeroportos;
• Duplicação de estruturas por parte das entidades que exploram serviços no aeroporto;
• Existência de um elevado número de conexões entre voos domésticos e voos internacionais (passageiros em transferência);
• Problemas de segurança nas zonas de aproximação do antigo aeroporto;
• Problemas de ruído na vizinhança do antigo aeroporto;
• Pressão urbanística nas imediações do aeroporto, sendo a ocupação dos terrenos circundantes um dos maiores obstáculos à expansão da infra-estrutura existente.

Todos estes factores se verificaram relativamente ao aeroporto da Portela.


publicado por ota às 16:57 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comandante João Moutinho. Ver nota biográfica.

.vídeos
.Documentos

. apresentações(7)

. capacidade limite(1)

. características(1)

. cv´s(1)

. documentos(45)

. epia(2)

. estudos(28)

. impacte da relocalização(1)

. impacto(1)

. investimento(1)

. lisboa 2017(1)

. naer(1)

. notas técnicas(1)

. ota(1)

. parceiros(1)

. perguntas frequentes(51)

. perspectivas(6)

. pontos de vista(1)

. regulação(1)

. rio frio(1)

. viabilidade(2)

. todas as tags

.links
.posts recentes

. Questões chave

. Ponto de Partida

. Futuro

. 50. A implantação do Novo...

. 49. Como irá a localizaçã...

. 48.

. 47.

. 46.

. 45. Existem outros aeropo...

. 44. Qual o Modelo de Tran...

.arquivos

. Junho 2007

. Abril 2007

. Março 2007

blogs SAPO
RSS