Terça-feira, 27 de Março de 2007
40. O apoio do estado pode ser recuperado ?
Segundo as análises efectuadas, a exploração do novo aeroporto é susceptível de gerar, ao longo da concessão, os meios necessários à remuneração dos capitais aplicados e a ressarcir, através de impostos e outras receitas, o Estado do seu esforço financeiro.


publicado por ota às 19:22 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

39. Como será financiado?
A configuração definitiva da estrutura de financiamento do projecto dependerá do resultado do concurso que se prevê lançar para selecção de parceiros privados, no âmbito do estabelecimento de uma parceria público-privada para a concretização e exploração do empreendimento, de acordo com o modelo de transacção preconizado.
Nesta fase, para permitir a realização das análises financeiras do projecto, foram definidos pressupostos que devem, assim, entender-se como um cenário de referência que não prejudica aprofundamentos ulteriores que a NAER tem incluídos no programa de trabalhos a desenvolver seguidamente.
À semelhança de projectos congéneres, está previsto o recurso a dívida para cobrir 50% ou mais do investimento, bem como a capitais próprios, a repartir entre investidores públicos (em princípio, a ANA, que poderá contribuir com meios libertos da exploração do sistema aeroportuário até à abertura do novo aeroporto) e privados.
A comparticipação de fundos públicos será minoritária, com afectação desejável de fundos comunitários, devendo reduzir-se ao mínimo o recurso ao Orçamento do Estado.
Na estrutura tomada como referência para as análises de viabilidade financeira, e cujos resultados foram confortavelmente satisfatórios, a comparticipação de fundos públicos é pouco elevada, sendo que estas duas fontes de financiamento (fundos comunitários e OE), em conjunto, poderão ser da ordem dos 20% do investimento.
Estruturas de financiamento semelhantes têm sido aplicadas a projectos equiparáveis de aeroportos europeus.

publicado por ota às 19:20 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

38. O projecto é viável?
A exploração de aeroportos com níveis de procura equiparáveis ao aeroporto de Lisboa é susceptível de gerar, através dos serviços vendidos, proveitos que sustentem, a prazo, os seus custos de desenvolvimento e de operação.
Utilizando um exemplo próximo, a ANA, que explora os principais aeroportos portugueses desde finais da década de 70, libertou meios suficientes para custear integralmente a exploração (sem recurso ao Orçamento do Estado) e expandir a capacidade desses aeroportos de modo a responder antecipadamente à procura esperada.
Só nos últimos 20 anos, a ANA investiu mais de 1 400 milhões de Euros nos aeroportos que gere directamente, tendo pago ao Estado mais de 240 milhões de remuneração de capital e cerca de 350 milhões de impostos sobre lucros. E ainda aplicou cerca de 70 milhões no financiamento de aeroportos, em participadas (ANAM).
Relativamente à construção e exploração de um novo aeroporto na Ota, para substituir o actual aeroporto de Lisboa, as análises de viabilidade realizadas apontam para que o projecto tenha, em si mesmo, capacidade de gerar um valor actual líquido positivo e oferecer aos capitais, próprios e alheios, uma rentabilidade suficientemente atraente.
Os resultados obtidos em análises de sensibilidade realizadas indicam também níveis significativos de resistência do projecto a variações desfavoráveis de algumas variáveis determinantes para a viabilidade financeira (tráfego, investimento e despesas operacionais) permitindo gerar, mesmo nessas situações, um valor actual líquido ainda positivo.

publicado por ota às 19:19 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

37. Haverá outros custos futuros com a construção ?
Ao longo da fase de exploração, e também de acordo com os estudos actualizados do Consultor Técnico, são previstas despesas de investimento para o concessionário de 531 milhões de Euros, a preços de 2001, que se traduzem num total de 1,1 mil milhões de Euros, a preços correntes, considerando o período de concessão e a evolução admitida no cenário de referência,. Estas despesas que, como actualmente na ANA, serão financiadas pelos meios libertos pela própria actividade do novo aeroporto, destinam-se à manutenção da infra-estrutura e designadamente ao ajustamento progressivo das instalações ao crescimento do tráfego.

publicado por ota às 19:18 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

36. Quanto irá custar o Novo Aeroporto?
De acordo com a recente actualização dos estudos realizados pelo Consultor Técnico, e tendo por base o Plano Director de Referência do Novo Aeroporto, o investimento esperado para a fase de construção é de 2,1 mil milhões de Euros, a preços de 2001, valor que, de acordo com o faseamento de referência previsto, entre 2010 e 2016, conduzirá a um montante de cerca de 3,1 mil milhões de Euros, a preços correntes, incluindo as despesas operacionais avaliadas para aquela fase.
Importa sublinhar que a avaliação do investimento da fase de construção foi objecto de uma análise de risco efectuada pelo Consultor Técnico, garantindo o valor previsto uma fiabilidade da ordem dos 95%.


publicado por ota às 19:16 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

35. O Novo Aeroporto poderá receber o A380?
Foi previsto que uma das pistas do novo aeroporto fosse dimensionada para receber a Categoria F de aeronaves da ICAO (aviões de muito grande porte na qual se inclui o A380), respeitando as devidas distâncias de segurança.
As restantes instalações aeroportuárias poderão igualmente acolher esta categoria de aeronaves.

publicado por ota às 19:15 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

34. Porque não aproveitar a pista existente da Base Aérea da Ota?
A pista existente da Base Aérea da Ota está preparada para aviões militares com exigências diferentes das da aviação comercial. Por outro lado, a orientação da pista existente não se coaduna com as necessidades da aviação comercial pela existência de um obstáculo natural localizado directamente no seu enfiamento.


publicado por ota às 19:14 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

33. Qual a capacidade potencial do Novo Aeroporto?
O Plano Director de Referência foi elaborado tendo em vista a procura estimada para um período de 30 anos de concessão da exploração do novo aeroporto, contemplando assim um volume de tráfego da ordem dos 32 milhões de passageiros por ano.
O Plano comporta a possibilidade de desenvolvimento adicional da infra-estrutura para acolher pelo menos 40 milhões de passageiros por ano, volume de tráfego que se afigura compatível com a capacidade estimada de 79 movimentos/hora (tanto quanto se pode antecipar os padrões da oferta de transporte aéreo de aqui a algumas décadas).
A referida capacidade é susceptível de dar resposta ao potencial estimado de mobilidade, a longo prazo, da região servida pelo aeroporto, tendo em conta a respectiva população.

publicado por ota às 19:13 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

32. Qual a capacidade do Novo Aeroporto à data de abertura?
O estudo realizado em 2002 considerou a entrada em funcionamento do novo aeroporto em 2013, com as instalações da nova infra-estrutura dimensionadas para acomodar a procura dos 5 anos seguintes (19 milhões de passageiros/ano, 180.000 movimentos de aeronaves e 280.000toneladas de carga).
O estudo inicial previa 62 posições de estacionamento de aeronaves de passageiros, das quais 44 seriam de acesso directo servidas por pontes telescópicas.
Tendo em conta o adiamento entretanto ocorrido, estes números deverão ser revistos em alta.
Na sequência de estudos sobre procedimentos operacionais, foi estimada uma capacidade horária para o sistema de pistas da ordem dos 79 movimentos.

publicado por ota às 19:11 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

31. Quais as características físicas do Novo Aeroporto?
A configuração proposta no Plano Director de Referência caracteriza-se por duas pistas de 3.600m, separadas entre si de 1.700m. Ambas as pistas encontram–se totalmente desenvolvidas, com duplo caminho de circulação e duas saídas rápidas em cada direcção.
A pista 1R-19L foi dimensionada de modo a receber a nova categoria F (ICAO) de aviões (A380) está prevista a instalação progressiva de 90 a100 plataformas de estacionamento de aeronaves.
O complexo terminal previsto no Plano Director de Referência é constituído por um terminal centralizado, respectivos ‘piers’ e um satélite remoto.
A área de implantação do aeroporto será de aproximadamente 1810ha, dos quais 1560ha para funções exclusivas da operação aeroportuária.
Foi ainda considerada a implantação de facilidades comerciais (hotéis, centros comerciais), de instalações da carga, de um parque tecnológico, elementos que se encontram actualmente condicionados ou mesmo impossibilitados no actual aeroporto da Portela.
À excepção do sistema de pistas, o desenvolvimento das restantes funcionalidades será faseado no tempo em função da procura antecipável.

publicado por ota às 19:09 | link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Comandante João Moutinho. Ver nota biográfica.

.vídeos
.Documentos

. apresentações(7)

. capacidade limite(1)

. características(1)

. cv´s(1)

. documentos(45)

. epia(2)

. estudos(28)

. impacte da relocalização(1)

. impacto(1)

. investimento(1)

. lisboa 2017(1)

. naer(1)

. notas técnicas(1)

. ota(1)

. parceiros(1)

. perguntas frequentes(51)

. perspectivas(6)

. pontos de vista(1)

. regulação(1)

. rio frio(1)

. viabilidade(2)

. todas as tags

.links
.posts recentes

. 50. A implantação do Novo...

. 49. Como irá a localizaçã...

. 48.

. 47.

. 46.

. 45. Existem outros aeropo...

. 44. Qual o Modelo de Tran...

. 43. Quem irá desenvolver ...

. 42. Quanto tempo levará a...

. 41. O projecto poderá ben...

.arquivos

. Junho 2007

. Abril 2007

. Março 2007

blogs SAPO
RSS